Em audiência pública na Câmara Federal, eles destacaram ações de vigilância que retardaram a entrada do vírus no país e o atendimento no Sistema Único de Saúde

 

Especialistas elogiaram a postura do Ministério da Saúde no controle da epidemia de Influenza A (H1N1) em audiência pública realizada na Câmara Federal nesta terça-feira, 11 de agosto. Em quase cinco horas de debate, eles classificaram as decisões do ministério como responsáveis, ressaltando as ações de vigilância que retardaram a chegada do vírus A (H1N1) ao país e a importância do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Confira:

 

“Hoje qualquer médico da rede pública e privada receita o medicamento contra Influenza A (H1N1) por meio de um prontuário simples, com ficha disponível na internet. O medicamento é acessível a todo paciente que tem indicação, dentro do protocolo do Ministério da Saúde. Em São Paulo, estamos com mais de 200 postos com o medicamento, basta uma receita para recebê-lo gratuitamente. Acho que a política está adequada. Imagine se fosse o contrário, com uma receita seria possível comprar na farmácia. E quem não tem condição de comprar? Então, acredito que estão democratizadas a indicação e a disponibilização do remédio.”

David Uip, diretor-geral do Hospital Emílio Ribas de São Paulo Hospital Emílio Ribas de São Paulo.

 

 

 

O Governo Federal tem se comportado com tranquilidade e de maneira correta na condução deste problema. O alarmismo não resolve. O mundo continua e temos de aprender a conviver com a nova gripe. Fala-se tanto da necessidade do medicamento, mas não falta Tamiflu no Rio Grande do Sul. Temos 67 mil tratamentos para uma previsão muito menor de casos – menos de 50 mil. Poderíamos propor o uso profilático do medicamento, mas não funciona assim. O Tamiflu não é uma fórmula mágica contra a doença, com ou sem o remédio teremos a nova gripe no país. Estamos medicando quem precisa do tratamento. E que fique claro, grávidas, idosos e crianças recebem desde o primeiro dia de sintomas.”

Osmar Gasparini Terra, secretário de Estado de Saúde do Rio Grande do Sul

 

“O Ministério da Saúde já tornou público o risco que a doença oferece às gestantes. Estima-se que o risco para esse grupo é quatro vezes maior em relação aos outros pacientes e por isso as grávidas têm de receber o medicamento mais precocemente.”

José Geraldo Lopes Ramos, vice-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Rio Grande do Sul

 

“O Sistema Único de Saúde está conseguindo dar respostas positivas mesmo dentro da adversidade da epidemia. Os secretários de saúde dos estados trabalham de maneira harmonizada, e isso se deve ao cuidado que o Ministério da Saúde teve desde a preparação para a epidemia. Precisamos preparar o SUS para o futuro, com um maior aporte de recursos e garantia de assistência ao provo brasileiro.”

Jurandi Frutuoso Silva, secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde

 

“O país está respondendo a cada nova necessidade colocada pela epidemia de Influenza A (H1N1). As precauções padrões foram tomadas, o que retardou a entrada da doença no Brasil. As medidas simples, como lavar as mãos e cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar, podem ajudar a evitar novos casos e reduzir o fluxo de pacientes que buscam ajuda nos pronto-socorros. As informações precisam ser difundidas, convencendo da não necessidade de todos os pacientes com sintomas fazerem o exame.”

Marco Aurélio de Oliveira Góes, coordenador do Núcleo de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Estado de Sergipe

 

“A não disponibilização do medicamento nas farmácias foi uma medida acertada do Ministério da Saúde. O Brasil está bem em comparação com a Argentina e o Paraguai, países em que o medicamento está disponível nas farmácias. O governo acertou, mas estamos tendo problemas nos estados. Contudo, aprendemos muito em outras epidemias. Os agentes comunitários de saúde hoje fortalecem o SUS nos municípios. O SUS e o Ministério se engrandecem com a postura adotada.”

Deputado federal Alcenir Guerra (DEM/PR)

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