As manchetes nos jornais, televisão, internet sobre o surto de microcefalia e o zika vírus no país está tirando o sono de muitas gestantes.  Até o momento, 18 estados confirmaram o zika vírus: Roraima, Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.

Os resultados do LIRA 2015 - Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti divulgado no dia 21 de novembro constatou 739 casos suspeitos de microcefalia, em 160 municípios de nove estados. O estado de Pernambuco foi o que mais registrou casAos de microcefalia. Foram 487 bebês identificados com a doença.

O mosquito Aedes aegypti, conhecido por transmitir a dengue, a chikungunya e o zica vírus é provável causador da microcefalia em fetos.  De acordo com a ginecologista e obstetra Dra. Erica Mantelli, pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP), a microcefalia é uma condição neurológica caracterizada quando a cabeça do bebê é menor do que o esperado para a sua idade e sexo. “A microcefalia é diagnosticada no início da vida, o cérebro não cresce o suficiente na gestação ou após o nascimento”, explica.

Excesso de pele e fronte mais achatada também caracteriza a microfalia. “O problema pode ser notado no ultrassom. A partir do momento que é identificado, é feita uma investigação para descobrir a causa. Exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser solicitados”, comenta a ginecologista.

A sua causa está relacionada à má-formação desencadeada por uma alteração genética, substâncias tóxicas e infecções. Vírus, como o da toxoplasmose, herpes e o citomegalovírus podem causar interferência no desenvolvimento cerebral.

Cuidados na gestação

Alguns cuidados podem manter as gestantes protegidas do zika vírus. A Dra. Erica Mantelli listou o que a gestante deve fazer:

Cuide da sua casa - Fique atenta ao excesso de água nos vasos com plantas, em garrafas, copos e pneus no quintal. “É importante a gestante pedir ajuda para fiscalizar se existe água acumulada na sua casa em objetivos, reservatórios de água de geladeira. O ideal é não deixar nenhum objeto com água parada para não atrair o mosquito Aedes aegypti”, sugere a médica.

Aposte nas roupas de manga longa e calças - Apesar das temperaturas quentes, uma forma da gestante se proteger das picadas é tirar do guarda-roupa as blusas de manga longas de tecido leves e usar calças confortáveis.

Repelentes - Os repelentes são um aliado das mulheres. O ideal é que a gestante se consulte com o seu ginecologista para a indicação do repelente. Aplique três vezes ao dia durante o corpo, não se esqueça das pernas e braços.

Proteção nas janelas - Vale a pena colocar uma proteção na janela contra mosquitos no quarto do bebê e em toda a casa, principalmente se o local que você mora tem muitas árvores. Essa proteção amenizará a entrada de mosquitos.

Propaganda boca-a-boca - Incentive seus vizinhos a cuidarem de suas casas, a verificarem se tem água parada para que não ocorra a transmissão do mosquito no seu bairro.

Fonte: Dra. Erica Mantelli - Ginecologista e Obstetra, pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP) - www.ericamantelli.com.br



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