Vez ou outra nos deparamos com reações estranhas em nosso corpo e a resposta que vem à mente é “Comi algo que não me fez bem”.  Porém, muitas pessoas têm longos períodos de alergias e intolerâncias alimentares, mas por não saberem as causas adversas ao seu organismo continuam ingerindo alimentos sem nunca imaginar que estão causando problemas à saúde, que se intensificam a longo prazo. Como parte deste projeto, o “Manual do Proprietário” ensina que muitas vezes alimentos naturais ou industrializados podem não ser reconhecidos por nosso organismo como nutrientes e sim como invasores estranhos, ou alergenos, e o resultado é a reação do sistema imunológico.

Existem reações imediatas, como quando a pessoa é alérgica a um determinado alimento - o camarão, por exemplo -, e ao ingeri-lo fica rapidamente com vermelhidão pelo corpo, tem espirros constantes, tosse e até dificuldade respiratória, necessitando de socorro imediato.  Há também reações tardias, ocorridas por pessoas que não percebem ter intolerância ou alergia a alguns alimentos e não associam sintomas simples a isso, como uma leve coriza.  É desta reação alérgica que quero chamar a atenção de todos.

Imagine um quadro de doenças crônicas como rinites, infecções urinárias de repetição, artrite, hipotireoidismo e até fibromialgia e doenças neurodegenerativas.  Curiosamente, uma das causas – a que eu chamo de “monstrinhos” – é a intolerância alimentar, ou seja, alimentos que comemos por uma vida toda sem sabermos que não são compatíveis com nosso organismo.

Há duas formas de diagnosticar este quadro de intolerância. Uma delas é por exames e a outra é por uma dieta rotativa, feita com a eliminação temporária de alguns grupos de alimentos a que o ser humano não se adaptou completamente, sendo que os mais comuns em causar esse fenômeno são glúten, leite e derivados, e açúcar. Nesta dieta que proponho agora a recomendação é ficar dois meses sem consumir um destes grupos e prestar atenção em como o organismo reage.

Além dos pacientes de doença celíaca (alergia ao glúten), boa parte da população tem intolerância a esta substância e não sabe.  Então, num primeiro momento, retire da dieta todos os alimentos que contenham o glúten. A dica é procurar por dietas específicas sem este ingrediente, o que não é tão fácil, já que ele está presente no trigo, no centeio, na aveia, mas que é possível, pois existem locais que produzem massas especiais, principalmente para atender pacientes totalmente alérgicos.  Com o passar dos dias vai-se observando se obteve melhora no funcionamento do organismo. Esse acompanhamento deve ser feito em sua totalidade, desde melhora em sintomas comuns na vida da pessoa, como redução de dor de cabeça, azia, ou se o caso é de obesidade e há um emagrecimento, se a pressão é alta e começa a diminuir a ponto até de poder reduzir medicamentos. Estes são sinais que o corpo vai dando e se houver melhora, já sabemos que o corpo era intolerante a glúten.

Porém, se mesmo após dois meses sem consumir glúten não houve diferença alguma, este componente retorna à dieta, voltamos à rotatividade e passa-se ao segundo grupo, que é formado por leite, pela lactose (açúcar do leite) e caseína (proteína do leite). Aqui terá que ser eliminado também queijo, iogurte, massa, entre outros itens, e observar se há melhora. Preste atenção em sinais como se a sinusite ou rinite melhoraram, se o diabetes ficou mais controlado, se o peso abaixou, se há aumento de energia e até vontade de viver. Se o resultado for positivo, já sabemos que há uma intolerância à lactose ou caseína e se diminui ao máximo estes produtos no dia-a-dia. Se não mudou, o leite retorna à alimentação diária e volta-se à terceira etapa da dieta, no caso serão 60 dias sem ingerir nada que contenha açúcar e faz-se a mesma observação.

Durante todo este procedimento é importante lembrar que se não ocorrer melhora com a retirada de um alimento, voltar a consumi-lo e retirar outro, até achar o “culpado”. Estes grupos de alimentos são considerados invasores e fazem um acúmulo de outro monstrinho causador de doenças, que é a inflamação crônica silenciosa, no qual o organismo terá uma reação a longo prazo.

A dica principal do MP para a prevenção e tratamento das intolerâncias e alergias alimentares é procurar ingerir alimentos frescos, não refinados, evitar fast foods, congelados prontos e alimentos industrializados.  Dê preferência aos alimentos comprados nas feiras livres, mercados, e em lojas de produtos a granel.  Recomenda-se ainda manter a permeabilidade intestinal adequada, para isso alguns suplementos têm bons resultados como do aminoácido glutamina, zinco, vitamina A, o uso de lactobacilos vivos e da planta quercetina, com capacidade antialérgica e antioxidante.

Este é mais um capítulo para ajudá-lo a tomar conhecimento de como funciona seu organismo e ficar em harmonia com ele, gerando bem-estar e melhorando a qualidade de vida.



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