As micoses são doenças produzidas por fungos, podendo ser superficiais ou profundas. Nas superficiais, a pele, unhas e cabelos são agredidos, dando origem a enfermidades conhecidas como dermatofitose, pitiríase versicolor, candidíase cutânea e outras. Nas micoses profundas são os orgãos internos quem são atingidos primordialmente. Os fungos causadores de micoses são organismos encontrados no ambiente em que vivemos. Pessoas, animais, roupas contaminadas e a superfície terrestre, são locais onde podemos encontra-los. No organismo humano os fungos responsáveis pelas micoses superficiais, dão preferência à locais úmidos e quentes, como por exemplo, os espaços interdigitais, genitália, unhas, dobras mamárias e axilares. Nestas regiões eles encontram as condições propícias para o seu desenvolvimento. Entretanto, há necessidade de outros fatores interagirem, afim de que, eles provoquem a doença na sua plenitude.

Algumas pessoas possuem maior facilidade para desenvolver um quadro clínico de micose. Doenças como diabetes, depressão e aids, facilitam a ocorrência das micoses superficiais. O mesmo acontece com os usuários de medicamentos empregados em algumas terapias. Exemplos deles são os antibióticos e imunossupressores utilizados no tratamento de infecções bacterianas e câncer respectivamente. Pessoas submetidas a estresse continuado, também, são alvos fáceis dos agentes fúngicos. Este fato acontece, face às repercussões metabólicas ocorridas no sistema imunológico nestas situações adaptativas.

A profilaxia, como podemos deduzir, é voltada para os cuidados com a saúde em geral, hábitos de higiene apurados e medidas específicas como as citadas a seguir. Possuindo animais domésticos, leve-os ao veterinário periodicamente. Após o banho secar bem as axilas, virilhas, espaços entre os dedos das mãos e pés. Evite o uso de sapatos fechados por períodos de tempo muito prolongado. Escolha os calçados que proporcionem maior ventilação. Evite também roupas íntimas sintéticas. Nestes casos o material mais apropriado é o algodão. Lembre-se de que os fungos proliferam especialmente em locais escuros e úmidos. Evite usar meias de lã e roupas apertadas, pois, a transpiração e o calor proporcionam ambientes favoráveis para os fungos desenvolverem-se. Alguns sobrevivem a lavagem das roupas, sendo assim, mantenham-nas lavadas e bem passadas. Não compartilhe objetos pessoais com outras pessoas: toalhas, sapatos, roupas intimas, etc. Em piscinas, saunas e academias de ginástica, ande calçado. Use sempre sandálias, porque estes ambientes favorecem a transmissão das micoses. Use sempre meias limpas, preferindo as que sejam de algodão, ventiladas e fáceis de lavar. Inspecione seus pés regularmente e mantenha as unhas sempre cuidadas.

As manifestações clínicas das micoses são inúmeras. Fazem parte do corolário clínico desta enfermidade, lesões no couro cabeludo com áreas de queda dos cabelos, lesões arredondadas localizadas no corpo, descamações nos espaços interdigitais e raiz das coxas, vesículas pruriginosas nos pés, manchas esbranquiçadas na pele, etc. Adultos e crianças podem contrair estas enfermidades, que aliás, é frequente na clínica privada e bastante conhecida dos dermatologistas.

O tratamento das micoses superficiais, geralmente, é realizado com certa facilidade. Mas, às vezes, demanda um tempo maior de tratamento, que é entendido, erroneamente, por alguns pacientes, como insucesso terapêutico.

Aderir ao tratamento, seguir as recomendações médicas e colocar em prática os conselhos profiláticos aqui aludidos, são atitudes indispensáveis para que a relação médico-paciente, seja frutífera e alcance os resultados eficazes desejados.

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