Que comer rápido demais faz mal à saúde, todos sabemos. Mas um estudo realizado pela Universidade de Ciências da Lituânia Saúde revelou que fazer as refeições com pressa não só possibilita ganhar peso com facilidade como também aumentam as chances de desenvolver diabetes.

O estudo acompanhou 702 pessoas, que ao preencher um questionário detalhado sobre seus estilos de vida falavam sobre hábitos de dieta, exercícios e se fumavam. Uma das perguntas era a forma como faziam suas refeições diárias - se comiam mais rápido ou lentamente. Estes participantes foram pesados e medidos para calcular o índice de massa corporal e determinar se eram obesos.

Ao longo da pesquisa, foi descoberto que aqueles que comiam mais rapidamente do que a maioria das pessoas apresentavam duas vezes e meia mais chances de desenvolver diabetes tipo 2. Já os participantes do estudo que já apresentavam diabetes eram mais propensos a ter um maior índice de massa corporal, disseram os pesquisadores.

Para o endocrinologista do hospital Sírio Libanês, Renato Zilli, “tanto o ambiente como a forma como as pessoas se alimentam influenciam no aparecimento de doenças”. O especialista explica que comer frequentemente em locais agitados, como por exemplo em fast foods, é um risco.

“As pessoas deveriam fazer suas refeições em locais calmos e mastigar lentamente, porque a agitação faz com que comam rápido e não prestem a atenção no que estão ingerindo”, diz. Segundo ele, ao se alimentar em lugares tranquilos conseguimos mastigar mais vezes, o que favorece o processo de digestão e nos faz comer menos. “Isso acontece porque o sistema digestivo tem a oportunidade de enviar um sinal para o cérebro de que está cheio e não precisa ingerir mais nada”.

O médico lembra que a prevalência de diabetes tipo 2 aumentou em todo o mundo, tornando a doença uma pandemia mundial. “Hoje existem 382 milhões de diabéticos em todo o mundo e a estimativa é que em 2035 esse número aumentará até 55%, passando para 592 milhões”, diz o médico. “Só no Brasil, o número de portadores da doença chega a 12 milhões, cerca de 6,2% da população”. Para Zilli, a pesquisa mostra que a doença, então, tem não só relação com a genética, mas também com o ambiente em que a pessoa vive. Por isso é fundamental identificar fatores de risco que podem ser mudados, fazendo com que haja redução das chances de uma pessoa desenvolver a doença.


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